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A ideia é simples: dividir o país em dois blocos regionais, cada um com liberdade para seguir seu próprio caminho de desenvolvimento. Se você concorda, deixe seu contato e faça parte deste movimento de opinião.

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Mapa do Brasil dividido em dois blocos: Sul, Sudeste e Centro-Oeste em verde; Norte e Nordeste em vermelho

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A proposta

O que é o Separa Brasil

A proposta defende a divisão do Brasil em dois países ou dois blocos federativos independentes, agrupando as cinco grandes regiões atuais em dois conjuntos com características econômicas e sociais mais próximas entre si. A divisão segue o desenho do mapa abaixo: um bloco ao sul, formado pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e outro ao norte, formado pelas regiões Norte e Nordeste.

Bloco 1

Sul, Sudeste e Centro-Oeste

  • Região Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
  • Região Sudeste — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo
  • Região Centro-Oeste — Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal
131 milhõesde habitantes (64,5% do país)
80,4%do PIB nacional

É o bloco mais industrializado e urbanizado, concentra os principais polos financeiros e tecnológicos e o agronegócio de grãos, além de parte da Amazônia legal (Mato Grosso).

Bloco 2

Norte e Nordeste

  • Região Norte — Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins
  • Região Nordeste — Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe
72 milhõesde habitantes (35,5% do país)
19,6%do PIB nacional

Reúne a maior parte da floresta amazônica, o litoral nordestino e o turismo, energia renovável e potencial em energia solar e eólica. Concentra parte relevante da população jovem do país.

População: IBGE, Censo Demográfico 2022. PIB: IBGE, Contas Regionais do Brasil, 2023.

Argumentos

Por que defender a divisão

Quem defende a proposta parte de um diagnóstico: as regiões brasileiras possuem prioridades diferentes, mas partilham do mesmo orçamento, das mesmas regras e do mesmo modelo centralizado de decisão. Com dois blocos, cada um poderia:

Definir suas próprias prioridades

Cada bloco definiria sua política fiscal, seus investimentos e seu modelo de desenvolvimento, sem depender de maioria política do outro lado do país para aprovar mudanças.

Reduzir conflitos federativos

Debates que hoje travam o Congresso — repartição de recursos, regras trabalhistas, política ambiental e fundiária — seriam resolvidos dentro de cada bloco, entre estados vizinhos com interesses mais alinhados.

Redistribuir melhor o próprio dinheiro

Hoje, parte dos recursos arrecadados em cada bloco circula pela União antes de voltar. Com estruturas menores, o caminho entre contribuinte e investimento público seria mais curto.

Aproximar governo e cidadão

Países menores e mais homogêneos tendem a ter decisões mais próximas da realidade local. É o argumento usado, por exemplo, por quem defende independências regionais em outros países.

Caminho legal

Como a divisão aconteceria na prática

A separação de territórios no Brasil não acontece por decreto ou abaixo-assinado. A Constituição estabelece caminhos para reorganizar o território e o movimento propõe percorrer todos eles de forma legal e pacífica.

1

Manifestação popular

Este site existe para isso: registrar o apoio de quem concorda com a proposta e demonstrar que há demanda social para o debate.

2

Debate público e Congresso

A reorganização do território exige propostas de emenda à Constituição aprovadas pelo Congresso Nacional, com quóruns qualificados. Ou seja, passa pelo voto dos representantes do povo.

3

Referendo ou plebiscito

Decisões desse tamanho dependem de consulta direta à população das áreas envolvidas, como previsto no artigo 14 da Constituição. Nenhum bloco seria separado contra a vontade de seus habitantes.

4

Acordo de divisão

Ativos, dívidas, contratos internacionais e a cidadania das pessoas seriam negociados em tratado de separação, garantindo direitos adquiridos e livre circulação entre os dois blocos.

Dúvidas frequentes

Perguntas que sempre aparecem

Isto é racismo contra nordestinos ou nortistas?
Não. A proposta é uma organização federativa, não de exclusão. O critério de divisão é regional e econômico, não étnico. Todo cidadão, de qualquer origem, teria plenos direitos no bloco onde morar, incluindo livre circulação e residência entre os dois territórios.
É legal propor a separação do Brasil?
Sim. Discutir, manifestar apoio e defender mudanças na organização do Estado é exercício legítimo de liberdade de expressão e de reunião, assegurado pela Constituição. O que a Constituição não permite é a separação por ato unilateral ou uso de força — por isso a proposta prevê Congresso e referendo.
O que acontece com quem mora em um bloco e trabalha no outro?
A proposta prevê acordo de livre circulação entre os blocos, no modelo da União Europeia ou do Mercosul: documentação única, trabalho e residência garantidos nos dois territórios, sem necessidade de visto.
O Nordeste e o Norte não ficariam mais pobres?
É um debate central. Quem defende a divisão argumenta que os dois blocos teriam políticas próprias e mais adequadas; críticos apontam a perda de transferências federais. O que este site faz é registrar o apoio de quem concorda com a ideia e quer que o debate aconteça.
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